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Deputado avalia primeiros 60 dias de mandato na Itália


Deputado Fausto Longo

Ítalo-brasileiro, deputado Fausto Longo avalia os
primeiros 60 dias de mandato no Parlamento Italiano

Longo foi eleito deputado em março deste ano
Partido indicou nome de primeiro-ministro nesta semana

Após ocupar uma cadeira no Senado Italiano (2013-2018), o ítalo-brasileiro Fausto Longo completa 60 dias na Câmara dos Deputados em Roma. Longo foi eleito em março deste ano por italianos residentes na América do Sul. Sem um adequado acordo entre os partidos que tiveram a maioria dos votos (Liga e Movimento 5 Estrelas – M5S), os primeiros dias de governo na Itália foram de incerteza e instabilidade.

Finalmente, nesta semana, o líder do MS-5 propôs o nome do jurista Giuseppe Conte para ser o primeiro-ministro em um governo de coalização formado com a Liga.  No entanto, o presidente italiano, Sergio Mattarella, deve levar ainda alguns dias para decidir se aceita a indicação.

“Por ora não temos nenhuma das comissões permanentes formadas e não temos sequer nossos gabinetes definidos”, contou Longo. Isso porque esses partidos devem liderar a formação de um governo de coalizão.

Entenda o caso

O M5S, eleito como o maior partido individual, tem a missão de formar uma coalizão com outras correntes partidárias, e se uniu à Liga, que ganhou a maior parte dos assentos no contexto de uma coalizão com mais dois partidos de centro-direita. O líder do Movimento, Luigi di Maio, recusou a inclusão de um desses aliados, o Força Itália, liderado pelo ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi. Com o impasse, os primeiros 58 dias do novo mandato foram de negociação, na tentativa de se conseguir um acordo que viabilizasse a formação de uma proposta de governo.

Apenas no início de maio, Berlusconi concordou em não participar da negociação. “Depois disso os partidos tiveram que correr contra o tempo para oficializar a coalização e apresentar uma proposta de governo para os próximos cinco anos que seja palatável aos partidos majoritários e que contemple os anseios da população”, relatou Longo.

Somente finalizada esta etapa, com a concordância do nome por Mattarella é que o Parlamento realmente entrará em sua atividade normal. “Após a indicação do primeiro-ministro, o Parlamento deve dar seu voto de confiança para a composição do governo, a chamada Fiducia, e então as comissões devem ser compostas e o trabalho legislativo avança”, disse o deputado.

Mandato de mãos atadas

Filiado ao PSI (Partido Socialista Italiano), Longo explicou que enquanto o nome do primeiro-ministro não estiver confirmado, os membros dos partidos menores ficam de mãos atadas. “Nós fazemos parte de um partido de centro-esquerda, que na Europa integra uma linha ideológica progressista moderada, e que ficou com o papel de oposição. Nesse sentido, não temos a quantidade de parlamentares suficientes para compor uma coalisão ou proposta de governo que pudesse ser levada ao presidente. Além disso, numa democracia parlamentarista, os partidos que obtiveram o maior número de representação é que têm esse direito e essa prerrogativa”, ressaltou.

Juntos, M5S e Liga terão 55% dos assentos na Câmara dos Deputados e 53% no Senado. Uma maioria estreita, mas suficiente para governar e garantir a aprovação de leis.  Contudo, o nome indicado ainda precisa ser efetivado.

Longo está otimista quanto ao sucesso das negociações, a indicação do primeiro-ministro e uma solução efetiva para a situação. “Nossa expectativa é que em poucos dias a Itália retome sua normalidade política e seu caminho de desenvolvimento. Tenho certeza que empenho não faltará. Todos estamos acompanhando com atenção esse rico processo político que ocorre aqui”, finalizou.

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